Olimpíada da alma

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Para adquirirem boa forma física e se credenciarem à participação nas Olimpíadas, os atletas treinam muito.

Não é uma tarefa fácil. Eles precisam superar dores, o cansaço, os arranhões, as quedas, levantando-se, tantas vezes quantas sejam necessárias para conseguir seu objetivo.

E repetem e repetem os mesmos passos, as mesmas ações, até se considerarem em condições de disputar com outros atletas.

No campo da alma, existe muita semelhança. Quem deseja obter um visual espiritual de nobreza, rigidez de caráter, integridade, honestidade, sabedoria, precisará se submeter a esforços.

A diferença está em que na Olimpíada da alma, a proposta não é ser melhor do que os outros, mas ser melhor do que si mesmo a cada dia.

As vitórias a serem conquistadas são contra os próprios vícios, contra as próprias imperfeições.

Ninguém consegue ser um campeão moral sem os exercícios necessários.

Não podemos evitar os arranhões, as quedas, as dores, as frustrações, a vontade de entregar os pontos.

Um grande e nobre exemplo dessa realidade foi o Apóstolo Paulo de Tarso.

Em sua arena íntima travava as grandes batalhas do homem novo que surgia, contra o homem velho, orgulhoso e prepotente, que teimava em falar mais alto.

Houve momentos em que desabafou: Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.

Contudo, não desistiu e conseguiu vencer a si mesmo a ponto de poder dizer: Já não sou em quem vive. É o Cristo que vive em mim.

Vitorioso sobre as imperfeições, seu prêmio foi o passaporte para um mundo melhor.

Reconhecemos que a maioria de nós ainda está longe de ser um Paulo de Tarso, mas podemos dizer que, graças a Deus, já somos o que somos.

Já vencemos pequenas batalhas contra alguns vícios. Já conseguimos calar diante de uma ofensa. Já perdoamos, toleramos, somos honestos em muitas coisas.

Todas essas pequenas virtudes são conquistas importantes, pois nos credenciam para enfrentar nossos defeitos maiores.

Nos exercícios físicos, à medida que adquirimos mais firmeza na musculatura, os esforços podem ser mais intensos.

De igual forma, quando nossa musculatura moral estiver mais firme, mais fortalecida, outros desafios surgem. Novos exercícios se apresentam. Outras provas aparecem.

E, de vitória em vitória, vamos nos tornando cada dia melhores, moralmente falando.

Quanto mais nos melhoramos, mais seremos úteis aos planos do Criador.

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O bailarino Mikhail Baryshnikov falou um dia: Não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo.

Na Olimpíada da alma, a nobreza está em sermos melhores do que ontem, do que hoje pela manhã. O grande desafio não está em vencer o outro, mas em vencer a nós mesmos.

Paulo de Tarso, após travar árduas batalhas em sua intimidade, conseguiu a grande e definitiva vitória. A vitória sobre o homem velho, prepotente e orgulhoso.

Eis aí um grande herói. Um nobre vencedor. Um exemplo de humildade e determinação. Alguém que merece ser imitado.

Redação do Momento Espírita.
Em 14.3.2018.