O que é Evangelização?
Espírita Infantojuvenil?

“[...]educar uma criança e um jovem á luz do Espiritismo é semear luz pelos caminhos do futuro...”
Vianna de Carvalho

Evangelização Espírita Infantojuvenil é toda a atividade voltada ao estudo da Doutrina Espírita e á vivência do Evangelho de Jesus junto á criança e ao jovem. Sua ação visa:

  • Promover a integração do evangelizando consigo mesmo, com o próximo e com Deus;
  • “Proporcionar o estudo da lei natural que rege o Universo e da ‘natureza, origem e destino dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo corporal” (Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Preâmbulo); e.
  • Oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como ser integral critico, consciente, participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação do seu meio, rumo á perfeição de que é suscetível. (Cecília Rocha e equipe. Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infantojuvenil.4ed.2.reimp.Rio de Janeiro: Feb, 2011.)

Na Instituição Espírita, a atividade de Evangelização abrange as aulas de evangelização espírita, momento especial de convivência, aprendizado, reflexão, compartilhamento de experiências e construção de vínculos de amizade e fraternidade entre as crianças e os jovens frequentadores.

A ação evangelizadora envolve, ainda, pais e familiares, convidando-os a participarem de grupos ou reuniões voltados ao estudo de temas relacionados á vida em família, fundamentados a luz da Doutrina Espírita.

A relevância da tarefa é destacada por vários benfeitores espirituais, dentre eles, Guillon Ribeiro,² ao afirma que é ‘imperioso se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita”, e Vianna de Carvalho,¹ ao sintetizar que:

“[...] á Evangelização Espírita Infantojuvenil cabe a indeclinável tarefa educacional de preparar os futuros cidadãos desde cedo, habilitando-os com as sublimes ferramentas do conhecimento e do amor para o desempenho dos compromissos que lhes cumprirá atender, edificando a nova sociedade do amanhã.’


Quem é a Criança?

"[...] a criança e o jovem envangelizados agora são, indubitavelmente, aqueles cidadãos do mundo, conscientes e alertados, conduzidos para construir, por seus esforços próprios, os verdadeiros caminhos da felicidade na Terra.”
Guillon Ribeiro

A criança é um Espírito reencarnado, dotado de habilidades desenvolvidas ao longo de suas múltiplas existências, bem como de necessidades em fase de aperfeiçoamento.

A Evangelização no período da infância representa ação relevante e imperiosa, capaz de contribuir com o processo de aprimoramento da criança, considerando-se que:

  • “Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse periodo, é mais acessível as impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo” (O Livro dos Espíritos, questão 383); e que
  • “[...] o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências” ( O Evangelho segundo o Espiritismo, cap 8, it.3).

Quem é o Jovem?

“ A criança é sementeira que aguarda, o jovem é campo fecundado, o adulto é seara em produção. Conforme a qualidade da semente, teremos a colheita.”
Amélia Rodrigues

O jovem é um espírito em fase de desenvolvimento, definições e escolhas. A juventude é um período á reflexão acerca da vida e ao alinhamento dos objetos reencarnatórios, mediante os contextos e as possibilidades que se apresentam, convidando o jovem ao exercício do autoconhecimento, da reforma intima e ao cultivo de atitudes responsáveis por meio do seu livre arbítrio e do recolhimento da Lei de Causa e Efeito.

Identifica-se , nesse momento, o benéfico efeito do estudo e da vivencia da mensagem crista desde a fase da infância, cujo conhecimento fortalece as almas infantojuvenis para a adequada tomada de decisões e para a escolha de caminhos saudáveis e coadunados aos ensinamentos espíritas.

A ação orientadora da Evangelização é destacada por Guillon Ribeiro², ao afirmar que “sua ação preventiva evitara derrocadas no erro, novos desastres morais”; e por Francisco Thiesen³, ao expor que:

“Dignificados pelo conhecimento e vivencia dos postulados espíritas cristãos que aprenderam na Infância e na Juventude, enfrentam melhor os desafios que os surpreendem, ricos de esperança e paz, sem se permitirem afligir ou derrapar nas valas do desequilíbrio, da agressividade, da delinquência.”

Afeto, criatividade, movimento, idealismo, arte e informação são alguns dos muitos elementos que permeiam o mundo jovem e que, associados ao conhecimento espírita e a vivencia dos ensinamentos cristãos, contribuem para a formação de verdadeiras pessoas de bem.


Quem é o Evangelizador?

“Abençoado os lidadores da orientação espírita, entregando-se afanosos e de boa vontade ao plantio da boa semente!”
Guillon Ribeiro

Considerando-se que “o coração infantojuvenil é abençoado solo onde se deve albergar a sementeira de vida eterna” (Vianna de Carvalho),¹ a evangelização espírita apresenta se como verdadeiro campo de semeadura e o evangelizador como responsável semeador.

Sua ação deve ser pautada nos princípios da fraternidade, do afeto e da fidelidade doutrinaria, de modo a oportunizar as criança e aos jovens momentos de aprendizado e de convívio com vistas ao conhecimento espírita e a vivencia dos ensinamentos de Jesus.

Sensibilidade, coerência, empatia, responsabilidade, conhecimemento, alegria e zelo são algumas das características dos evangelizadores, que buscam a construção de espaços interativos de aprendizado e confraternização junto aos evangelizandos.

Para tanto , o evangelizador deve valer-se de adequada e continua preparação pedagógica e doutrinaria, para que

“[...] não se estiolem sementes promissoras ante o solo propicio, pela inadequação de métodos e técnicas de ensino, pela insipiência de conteúdos, pela ineficácia de um planejamento inoportuno e inadequado. Todo trabalho rende em mãos realmente habilitadas.”
Guillon Ribeiro

Mediante a relevância da ação evangelizadora, Bezerra de Menezes sintetiza o caminho a ser trilhado, afirmando que “ com Jesus nos empreendimentos do amor e com Kardec na força da Verdade, teremos toda a orientação aos nossos passos, todo equilíbrio a nossa conduta”, e convida a todos a abraçarem, com empenho e afinco, a tarefa de evangelização junto as almas infatojuvenis, “ com a mesma ansiedade e presteza com que o agricultor cedo acorda para o arroteamento do solo, preparando a sementeira de suas esperanças, para abundantes messes de colheita pretendida”.


Qual é o Papel da Família?

“Conquanto seja o lar a escola por excelência [...] [os pais] jamais deverão descuida ser de aproxima-los dos serviços da evangelização, em cujas abençoadas atividades se propiciara a formação espiritual da criança e do jovem diante de porvir”.
Bezerra de Menezes

A família assume relevante função no processo evolutivo dos Espíritos reencarnantes. A maternidade e a paternidade constituem verdadeiras missões, visto que “Deus colocou o filho sob tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela sonda do bem”. ( O Livro dos Espíritos, questão 582).

Os pais e familiares representam, nesse sentido, evangelizadores por excelência, assumindo seria tarefa educativa junto as crianças e aos jovens que compõem seu núcleo familiar:

“[...]interai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma, tal a missão que vos esta confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem estar futuro. Lembrai vos de que a cada pai e a cada mãe perguntara Deus: Que fizeste do filho confiado a vossa guarda?” (Santo Agostinho, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap 14, it.9).

Tendo em vista a relevante orientação, os núcleos familiares devem promover um ambiente domestico afetuoso, coerente e evangelizador, de modo a favorecer o desenvolvimento moral dos filhos e a orienta-los para o caminho do bom. A reunião de Evangelho no Lar representa especial momento de estudo em família, convivência e aprendizagem, e os grupos e reunios de pais oferecidos pelas instituições Espíritas podem auxilia-los a melhor compreenderem a sublime oportunidade da maternidade e paternidade. Portanto,

“que os pais enviem seus filhos as escolas de evangelização, interessando-se pelo aprendizado da prole, indagando, dialogando, motivando, acompanhando...”
Guillon Ribeiro